O Motivo Pelo Qual a Gente Não Vai
O Motivo Pelo Qual a Gente Não Vai
Tem dias em que tudo está no lugar.
A grana caiu, o tempo sobrou, o mundo abriu passagem.
E ainda assim… a gente não vai.
A viagem que sonhamos, o projeto que pulsa, o passo que falta a gente sabe o que é.
Sabe até o como. Mas alguma coisa invisível amarra nossos pés.
Não é a falta de recurso.
É a presença do costume.
É o eco de uma voz antiga dizendo:
“Mas será que é mesmo por aí?”
A prisão não tem grades.
Tem promessas não cumpridas, tem medo de parecer ridículo,
tem a mania de esperar o momento perfeito.
(Ele não existe. Nunca existiu.)
Talvez a liberdade seja justamente isso:
ouvir o chamado e ir mesmo assim.
Mesmo tremendo, mesmo sem garantia,
mesmo sem saber explicar para ninguém.
Porque no fim, o que nos impede não é o mundo.
Somos nós tentando proteger a versão antiga de quem já não somos mais.
Mas a vida…
A vida não espera a gente se sentir pronto.
Ela se transforma quando a gente se move.
Quando a gente se escolhe.
Uma vida em liberdade começa quando você diz:
Agora eu vou. E vai.
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